- Olá... – é a primeira coisa, que falo ao entrar no galpão.
- Olá, olá, olá, lá, á... – é a primeira coisa, que o galpão responde quando nosso grupo entrar.
- Olá, olá, olá, lá, á... – é a primeira coisa, que o galpão responde quando nosso grupo entrar.
O grupo é formado por três pessoas: Cain (eu), Abel e um tal de Conan. Abel é baixo, cabelos curtos, branco e manco, é um bom amigo, considero-o como um irmão, apesar de seus medos (altura, por exemplo). Por considerar o Abel como meu irmão, aceitei o Conan no grupo, ele é meio estranho, muito calado, mas deve ser de boa ajuda em momentos difíceis, tem uns 2 metros de altura, é forte, barbudo, bota medo em qualquer random que aparecer. Ah, todos armados com uma MP5, lanternas e granadas, tudo retirado do arsenal do meu, falecido, pai.
O galpão é antigo e está abandonado a mais de três décadas, uns vizinhos andaram reclamando de muito barulho vindo dele e nós, como bravos aventureiros da vizinhança, resolvemos investigar o motivo do barulho. O galpão é grande, com falta de iluminação proporcional ao seu tamanho, as paredes estão, completamente, tomadas por fungos e insetos (únicos seres vivos presentes, além de nós, ou não), um retrato do tempo.
- Abel, me passa a lanterna. – peço gentilmente.
- Toma... esse escuro ta me dando nos nervos. – os medos dele já começam a aparecer, ele acende a lanterna, da uma olhada ao redor e me entregar o equipamento.
- Toma... esse escuro ta me dando nos nervos. – os medos dele já começam a aparecer, ele acende a lanterna, da uma olhada ao redor e me entregar o equipamento.
Ilumino o chão para vermos se tem algo para nos preocuparmos, mas só vemos terra, insetos e animais mortos. Entramos pelo galpão, não parece haver nada por aqui, só mais do mesmo.
Ao fundo, vejo umas salas, uma do lado da outra, são umas 15 no máximo. Vamos andando até elas, com o máximo de cuidado. As portas das salas têm um quadrado de vidro no centro, no qual dar-se para ver o interior da sala. Levanto a lanterna e observo através do vidro, se todas forem iguais, não passam de um cubo com vinte cadeiras, TVs quebradas e uma cama. Passamos de sala em sala, em ordem numérica, olhando para ver se encontrávamos algo diferente, até que na Sala 06 tinha algo estranho, a TV estava ligada, mas sem sinal, só aquela chiadeira, tinha seis cadeiras e nada de cama.
- Cain, tem algo estranho nisso. Olhe bem, sala seis, seis cadeiras e uma TV, é um sinal. N-não é, Conan*interrogação* - adverte o Abel, esperando uma resposta calada e sutil do Conan.
- Sem sinal. Lá vem você com essas suas paranóias. Só por causa disso, nós vamos entrar aqui. – disse.
- M-mas Cain, olha que eu to falando...
- “M-mas”, porra nenhuma! Vamos entrar, certo Conan*int* - e o Conan só balança a cabeça confirmando.
- Saco, vocês entram e eu fico aqui de guarda.
- Certo, vamos.
- Sem sinal. Lá vem você com essas suas paranóias. Só por causa disso, nós vamos entrar aqui. – disse.
- M-mas Cain, olha que eu to falando...
- “M-mas”, porra nenhuma! Vamos entrar, certo Conan*int* - e o Conan só balança a cabeça confirmando.
- Saco, vocês entram e eu fico aqui de guarda.
- Certo, vamos.
Puxamos nossas armas e, sorrateiramente, entramos . As cadeiras estão posicionadas, de jeito, que formam um circulo e no meio desse circulo tem um animal, já em decomposição, pregado no chão pelas patas. Na TV, um chiado estranho, ele parecia falar algo, mando o Conan procurar mais alguma coisa estranha pela sala, e me aproximo para tentar entender o barulho. “E-shhhhhhhhh-u-shhhhhhh-ma-shhhhhhh-to mil!”, tenho impressão de já ter ouvido isso, mas a voz é de criança e não parece muito feliz.
- CAIN! CARALHO, EU VI UMA COISA VINDO PRA CÁ! PUTA QUE PARIU, FUDEU! – entra gritando desesperado, o Abel.
- CALMA, PORRA! O que você viu¿ - pergunto.
- Sei lá, é bípede, parece humano, mas é mais manco que eu e só fazia rosnar. – explica, enquanto olha pra TV e também repara que o chiado emite alguma mensagem – Lambari de Nazaré! Deve ser essa TV, que ta trazendo ele pra cá. Conan! Tenta mudar o canal, rápido!
- Vou fechar a porta, fiquem atrás da cadeira, com as armas e lanterna viradas pra porta. – sussurro.
- Geeeente! Que horror é esse na TV¿! – pergunta o Conan, primeira vez que ouço ele falando, e corre pra trás da cadeira ao lado do Abel.
- Ai caralho, Conan! Eu disse pra você não falar nada... agora meu quase-irmão vai pensar o que¿ Cain, ele só é meu amigo, nada demais, ta¿ - tenta se explicar o Abel
- Erm... não ligo se você também for, o cu é seu mesmo. Enfim, ta passando o Sexta-Feira Treze na TV, olha. Isso significa algo¿ - Quando termino de falar, algo bate na porta e rapidamente viramos para ver o que é. Aparece a face da coisa no através do vidro. A criatura parecia humana, mas seu rosto estava desfigurado, falta um olho e mandíbula, e sua cor era estranha.
- CALMA, PORRA! O que você viu¿ - pergunto.
- Sei lá, é bípede, parece humano, mas é mais manco que eu e só fazia rosnar. – explica, enquanto olha pra TV e também repara que o chiado emite alguma mensagem – Lambari de Nazaré! Deve ser essa TV, que ta trazendo ele pra cá. Conan! Tenta mudar o canal, rápido!
- Vou fechar a porta, fiquem atrás da cadeira, com as armas e lanterna viradas pra porta. – sussurro.
- Geeeente! Que horror é esse na TV¿! – pergunta o Conan, primeira vez que ouço ele falando, e corre pra trás da cadeira ao lado do Abel.
- Ai caralho, Conan! Eu disse pra você não falar nada... agora meu quase-irmão vai pensar o que¿ Cain, ele só é meu amigo, nada demais, ta¿ - tenta se explicar o Abel
- Erm... não ligo se você também for, o cu é seu mesmo. Enfim, ta passando o Sexta-Feira Treze na TV, olha. Isso significa algo¿ - Quando termino de falar, algo bate na porta e rapidamente viramos para ver o que é. Aparece a face da coisa no através do vidro. A criatura parecia humana, mas seu rosto estava desfigurado, falta um olho e mandíbula, e sua cor era estranha.
A música ambiente do filme complementa o nosso som ambiente.
- Parece um zumbi... DESCE O DEDO NESSA PORRA! – ordeno.
Metralhamos a porta, destruindo-a, junto com ela, o zumbi. Espero alguns segundos, me levanto e caminha até a porta para ver como está a situação.
- Puta merda! – exclamo, enquanto olho para todas as direções e vejo poucos zumbis, não só humanos, mas animais também.
- Seguinte, vamos pelo caminho que nós viemos, só meter tiro e sair correndo. De acordo¿ - os dois, ainda atrás das cadeiras, balançam a cabeça, concordando.
Metralhamos a porta, destruindo-a, junto com ela, o zumbi. Espero alguns segundos, me levanto e caminha até a porta para ver como está a situação.
- Puta merda! – exclamo, enquanto olho para todas as direções e vejo poucos zumbis, não só humanos, mas animais também.
- Seguinte, vamos pelo caminho que nós viemos, só meter tiro e sair correndo. De acordo¿ - os dois, ainda atrás das cadeiras, balançam a cabeça, concordando.
Então, saímos atirando em qualquer zumbi que aparecesse em nosso caminho. Pentes e mais pentes de munição gastos, mas eles continuavam no vindo até nós, do jeito que dava. De repente uma luz, muito forte, começa a brilhar no meio dos zumbis, de início, eu pensei que tinham aberto os portões e metido um refletor dentro, mas depois vi uma criança brilhando entre eles e todos se curvando para ela. Os tiros param e nós ficamos olhando para criança, que usava um vestido vermelho, era branca e seus cabelos eram longos e vermelhos.
- Mas, que porra é isso¿ - pergunto.
- É o Ipupiara, em forma de criança! Lambari de Nazaré, amarra! – exclama o Abel.
- Gente, assim... vamo correr, com isso não se brincar, ok¿ - sugere o Conan.
A criança flutua em minha direção, vira o rosto em minha direção e vejo que ela não tem olhos. Então ela fala:
- Eu mato mil.
- Hum... que feliz, você pode matar quantos você quiser, mas agora nós precisamos sair. – digo ao demônio, dou um tiro em sua cabeça e saimos correndo até o portão.
Ipupiara olha para nós, solta uma gargalhada e ordena os zumbis nos atacar novamente, então a luz se apaga e ele some. Carnificina recomeça.
- É o Ipupiara, em forma de criança! Lambari de Nazaré, amarra! – exclama o Abel.
- Gente, assim... vamo correr, com isso não se brincar, ok¿ - sugere o Conan.
A criança flutua em minha direção, vira o rosto em minha direção e vejo que ela não tem olhos. Então ela fala:
- Eu mato mil.
- Hum... que feliz, você pode matar quantos você quiser, mas agora nós precisamos sair. – digo ao demônio, dou um tiro em sua cabeça e saimos correndo até o portão.
Ipupiara olha para nós, solta uma gargalhada e ordena os zumbis nos atacar novamente, então a luz se apaga e ele some. Carnificina recomeça.
Cabeças explodem, corpos caem, membros voam e muito sangue verde jorra, é o paraíso. Vejo as faces assustadas de Abel e Conan, talvez eles não estejam familiarizados com isso, mas eu sim, meu hobbie é explodir corpos. Não é de hoje, quando criança sempre arrumava armas ou explosivos nas coisas do meu pai e “brincava” no galinheiro, enquanto o Abel ficava na frente do meu computador. Toda semana sumia, morria na verdade, uma média de 15 galinhas. No começo meu pai pensava que eram os cães, chegando a sacrificá-los de tanto ódio, que ficou deles. Um dia, quando ele chegou mais cedo do trabalho, ele viu quem na verdade matava as galinhas. Deve ter sido uma surpresa pra ele, mas nunca tocou no assunto comigo, só o Abel que comentou comigo há pouco tempo, vai ver ele gostava da idéia de ter um filho assim.
A luz estava à três passos de nós, quando chegamos ao portão, Abel e Conan saíram correndo, enquanto eu fiquei e fechei o portão.
- CAIN! CAIN, CARALHO! SAI DAÍ, IMBECIL! ABRE ESSA PORRA! – gritava desesperado o Abel. E eu nada respondi, ali era o “galinheiro” que tanto sonhei.
Rampage.
Rampage.
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